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domingo, 4 de agosto de 2013

OS ARTEFATOS DO TEMPLO E SEUS SIGNIFICADOS

Com a mesma simbologia dos objetos do Tabernáculo, a mobília e os utensílios do grande templo construído por Salomão eram repletos de analogias sagradas
O templo erguido para Deus por Salomão, assim como o que o sucedeu, foram feitos com o intuito de substituir o Tabernáculo. Basicamente, seguiam o mesmo planejamento dado pelo Senhor a Moisés para a grande tenda que acompanhava o povo de Israel pelo deserto. Tinha praticamente a mesma mobília cerimonial básica e quase os mesmos artefatos, com os mesmos significados.
Veremos aqui alguns dos principais elementos dos templos de Jerusalém e seus respectivos significados:
O altar de sacrifícios – Logo que se entrava no pátio externo do templo, após as muralhas, era encontrado o grande altar em que se sacrificavam os animais ofertados a Deus. Eles eram o símbolo dos pecados e morriam em expiação por eles. Só podiam ser abatidos animais em perfeitas condições, geralmente os melhores entre os melhores dos rebanhos. Queimados, produziam fumaça que subia aos céus como “cheiro suave” ao Senhor (Êxodo 29.25), significando estar o fiel livre dos pecados, o que agradava a Deus.

O “mar de bronze” – Também chamado “mar de fundição” (I Reis 7.23-40), era um grande reservatório de água

 que ficava ao lado do altar de sacrifícios. Com a mesma simbologia da antiga pia do Tabernáculo, em sua água eram lavados os pecados, com um forte significado de purificação (na forma do sangue e qualquer outro resíduo que ficasse nas mãos e pés dos sacerdotes). O reservatório, redondo, ficava sobre doze bois esculpidos em bronze que, em grupos de três, tinham suas cabeças voltadas para os quatro pontos cardeais. No mar de bronze eram abastecidas dez pias móveis, sobre rodas, que eram espalhadas pelo pátio externo, cinco de cada lado do templo.

As duas colunas – Ao lado do pórtico principal do templo ficavam duas colunas de bronze que iam quase até o teto, nomeadas Jaquin e Boaz por seu realizador, Hirão Abiff, enviado pelo rei de Tiro, seu homônimo, Hirão, com os arquitetos e artífices que trabalhariam na obra do templo (I Reis 7.13-22). Reconhecido artesão do bronze, Abiff teria homenageado os reis Davi e Salomão com os dois pilares, segundo alguns crentes. Para os judeus, são pilares simbólicos muito importantes para a vida com Deus: Jaquin simbolizando a sabedoria e Boaz a inteligência (ambos atributos de Salomão que o faziam famoso em todo o mundo conhecido da época).

A mesa dos pães – A exemplo da mesa dos pães do Tabernáculo, o grande templo também tinha a sua, na mesma 

posição, à direita de quem entrava no Lugar Santo. Com doze pães ázimos empilhados em duas colunas de seis, a mesa da proposição simbolizava o alimento que vem de Deus, bem como o alimento espiritual de sua palavra. Hoje sabemos que era um dos vários símbolos alusivos a Jesus Cristo, que se referiu a ele mesmo como sendo o “pão da vida” (João 6.35), mesmo que na época os construtores do templo não soubessem disso.

Os menorás – O menorá, grande candelabro de ouro com sete lâmpadas a óleo, era somente um no Tabernáculo. No grande templo de Salomão, o número aumentou para dez, em duas colunas de cinco ladeando o santo lugar (I Reis 7.49). Além da evidente utilidade de iluminar o ambiente, simbolizava a presença de Deus no local. Além disso, suas lâmpadas eram alimentadas com óleo, simbolizando a unção de Deus sobre nossas vidas. A luz simbolizava também a própria Palavra, a verdadeira iluminação para a vida, orientando o caminho para o Senhor.

Altar de incenso – No altar que ficava no fim do Santo Lugar, o oráculo (I Reis 7.49), eram colocados os incensos, 

cujos aromas de especiarias e outros perfumes dominavam o cômodo. Uma simbologia bastante forte para as súplicas, que novamente nos levam à figura do cheiro agradável que sobe aos céus em direção ao Senhor. Ali os sacerdotes dirigiam suas súplicas e a de seus fiéis, já que eram como intermediários entre o povo e Deus. Hoje, graças ao sacrifício supremo de Cristo, falamos diretamente ao Pai.

O Véu – Separando o Santo Lugar do Santo dos Santos havia um véu, uma grande cortina com dois querubins bordados que era a única barreira. Somente o sumo-sacerdote entrava por ele para conversar com Deus diretamente. O simbolismo do véu é forte: embora seja um material frágil, a única coisa que impedia outros sacerdotes de entrar ali era o respeito e o temor a Deus. Também era um obstáculo à visão. Os sacerdotes comuns, bem como o povo, ali não entravam. Mas por meio da oração que o sumo-sacerdote levava, todos tinham seu acesso indireto ao pai. Um obstáculo frágil, fácil de ser transposto para chegarmos a Deus, bastando para isso orar (Marcos 15.38).

A Arca da Aliança – A Arca da Aliança, após muitos anos habitando no Tabernáculo, foi depositada no Santo dos Santos do grande templo de Salomão. Objeto sagrado somente tocado pelos sacerdotes e nunca por uma pessoa comum

 do povo, encerrava outros objetos com imenso significado sagrado: as tábuas dos Dez Mandamentos que Moisés lavrara orientado por Deus (a Palavra), um bocado do maná que foi dado como alimento ao povo no deserto pela primeira vez (a provisão de Deus) e a vara de Arão que florescera (o reconhecimento de Deus da autoridade conferida a alguém). Sobre a Arca estava o Propiciatório, a tampa do grande baú, com duas imagens de querubins voltadas uma para a outra com as asas esticadas. Entre os anjos dourados, o sumo-sacerdote deveria focalizar a presença de Deus, que falava a ele (Êxodo 25.10-22).

Por Marcelo Cypriano
Da redação do Arca Universal

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PROGRAMA DIVINO


sábado, 3 de agosto de 2013

Os dois senhores - Por amor a Deus ou ao dinheiro?

PACTO DE FÉ

Do ponto de vista social, aliança, casamento,  matrimônio, pacto ou parceria são sinônimos quando se trata da união de casais. O sentimento de amor tem sido o elo do casamento. Por força desse amor há o sacrifício cobrado de ambos. Não há manifestação de amor sem o sacrifício. A falta desse elemento sinaliza falta de amor. Que casamento pode sobreviver sem o sacrifício? Nenhum.
Do ponto de vista espiritual, o único canal de relacionamento com Deus é a fé. E como no amor, o sacrifício também é essencial na sua manifestação. Que fé pode sobreviver sem a ação do sacrifício? Nenhuma.
Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Lucas 9.23
Três tipos de sacrifícios diários ficam bem claros nestas palavras: negar-se, tomar a cruz e seguir Jesus.
Ester e eu iremos completar 39 anos de casados. Jamais poderíamos desfrutar esse tempo juntos se abríssemos mão dos sacrifícios. Os sacrifícios no início foram muito difíceis. Hoje, são um prazer.
No relacionamento com o Espírito de Deus também não é diferente. Ele tem sacrificado quando atura nossas falhas e fraquezas. Nós sacrificamos a carne, dia após dia, para manter pura a consciência da fé.
O amor é uma manifestação sensível. A fé é uma manifestação racional. Não há como se avaliar a dimensão de ambos senão por meio dos sacrifícios exigidos por eles.
Que limite há de sacrifícios por um amor verdadeiro? Que limite há de sacrifícios por uma fé sobrenatural no Todo-Poderoso?
Quer dizer: tanto a fé como o amor são sustentados pelo sacrifício constante dos envolvidos.
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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O AVANÇO DA TECNOLOGIA

VISÃO

Cada ser humano nasce único e traz em si sinais desta identidade individual. As impressões digitais são as marcas mais evidentes que conhecemos desta característica pessoal. O nome dado por nossos pais, ainda que seja o mesmo de outras pessoas, também nos identifica individualmente. Mas, há outro sinal que é parte integrante da característica pessoal e que, apesar de só aparecer mais tarde, é intransferível e já nasce com cada um de nós: o talento.

Deus dá talentos a todos e cabe a cada um identificar o seu, desenvolvê-lo e utilizá-lo. Muitas pessoas cometem o engano de não levar em conta o talento no momento de escolher a profissão que pretendem seguir para o resto da vida. Parece óbvio que se deve optar por fazer algo de que se goste ou para o qual se leve jeito, mas, infelizmente, grande parte das pessoas tem levado em consideração outros valores na hora de escolher que caminho trilhar.
Compensação financeira e ascensão social têm sido as metas objetivadas por muitos jovens quando escolhem a carreira que vão seguir, mas eles se esquecem, ou não levam em consideração, que estes fatores são apenas o resultado de um trabalho realizado com qualidade, e só é possível fazer bem algo para o qual temos aptidão. Dinheiro e sucesso são consequência e não causa. A causa é o talento.
O talentoso tem o amor como combustível de suas realizações. Seu prazer é esmerar-se na qualidade do que faz; a realização pessoal do resultado alcançado o completa. A compensação financeira é apenas uma consequência.
O noticiário está repleto de casos de erros médicos que destroem vidas; falhas de engenharia que comprometem construções grandiosas; ações de advogados que promovem a injustiça, e uma infinidade de outros exemplos de tragédias protagonizadas por pessoas que escolheram uma profissão visando o lucro que poderiam ter, mas sem o menor talento para exercê-las.
Os que sufocam um talento, rejeitam um dom de Deus. Ainda que consigam o tão almejado sucesso financeiro, invariavelmente adquirem uma frustração permanente. São pessoas de bolsos prósperos e almas insatisfeitas. Muitos se acomodam nesta condição, até porque a sociedade nos ensina a grande mentira de que trabalho não pode ser sinônimo de prazer, e que fazer o que não gostamos é o preço que se paga para conquistarmos algo na vida.
A oração de quem conhece o talento que tem, não deve ser no sentido de perguntar se aquilo é da vontade de Deus para sua vida. Deus não nos daria uma aptidão se não quisesse que a usássemos. O que devemos pedir é que o Espírito Santo nos guie para usarmos nossos talentos de forma que Deus seja glorificado nesta ação. Se alguém não tem claro para si qual é o talento que Deus lhe deu, deve buscar isso em oração, fazendo uma parceria com o Senhor, que nos dá o discernimento para descobrir o dom de cada um. O talento usado sem a direção do Espírito Santo também pode nos levar à ruína espiritual e material.
Por ser uma dádiva Divina, o talento á algo com o qual temos que lidar na esfera espiritual. Tendo isso como meta, estaremos buscando o Reino de Deus em primeiro lugar, e tudo o mais nos será acrescentado (Lucas 12:31).
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